Leilão de Arte - Edição Inverno de 2026
Ao completar 25 anos de atuação, a TNT Arte reafirma seu compromisso com a construção de um mercado de arte sólido e culturalmente relevante. Ao longo dessa trajetória, acompanhamos profundas transformações no colecionismo e na forma como as obras circulam, são estudadas e incorporadas às coleções. Nesse contexto, o leilão consolidou-se como um importante instrumento de valorização patrimonial, pesquisa e circulação cultural, promovendo o encontro entre história, conhecimento e mercado. Acreditamos que colecionar é também preservar memória, fomentar cultura e construir legado.
É com esse espírito que apresentamos nosso Leilão de Inverno 2026, edição especial que integra as comemorações de nossas bodas de prata. Reunindo mais de 130 lotes entre pinturas, esculturas, gravuras e desenhos, o catálogo tem como ponto de partida a coleção dos artistas Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça, somada a importantes obras provenientes de outros acervos particulares. O conjunto oferece um amplo panorama da arte moderna, contemporânea e popular brasileira, reunindo nomes de grande relevância no cenário nacional e internacional.
Entre os destaques estão obras de Glauco Rodrigues, Gonçalo Ivo, Frans Krajcberg, Iberê Camargo, Antonio Poteiro, Heitor dos Prazeres, Rosina Becker do Valle, Anna Bella Geiger, Marina Abramović, Cildo Meireles, Paulo Climachauska, Rubem Ludolf e Ferreira Gullar. Transitanto entre tradição e vanguarda, este catálogo reafirma o papel do leilão como espaço de descoberta, preservação e renovação de coleções, aproximando diferentes gerações por meio da arte.
Desejamos a todos um excelente leilão.
Exposição
Nossa exposição acontece de 20 a 30 de junho de 2026 com alguns destaquesLeilão
30 Junho 2026, às 19:00h-
Não vendido
Jorge Guinle
Nova York - EUA, 1947 -1987Sem título, 1981
Óleo s/ tela Ass. centro Obra adquirida no ateliê do artista. Nascido em Nova York e estabelecido no Brasil desde a infância, Jorge Guinle construiu uma trajetória artística cosmopolita, alimentada por anos de juventude passados entre Paris e sua cidade natal antes de seu definitivo retorno ao país em 1977. Sua produção ganhou projeção histórica na década de 1980, período no qual se consolidou como uma das figuras centrais da icônica Geração 80. Como um fervoroso defensor da revalorização da pintura em contraposição às tendências conceituais que dominavam o cenário anterior, Guinle marcou época ao participar da emblemática exposição coletiva "Como Vai Você, Geração 80?", realizada em 1984 na EAV do Parque Lage, onde seu trabalho se destacou pela total liberdade e inovação técnica. A presente obra sintetiza com maestria o auge de sua maturidade pictórica, exibindo uma vibrante paleta cromática e uma gestualidade intensa e vigorosa, criando um campo de tensão por meio de grandes áreas de cor e ritmos dinâmicos que fundem de maneira original as lições do expressionismo abstrato norte-americano — como a action painting — à tradição do modernismo europeu, com especial reverência ao legado de Henri Matisse. Com o passar do tempo, sua pesquisa visual transitou para uma atmosfera mais introspectiva e reflexiva, caracterizada por tonalidades suaves e um gesto menos frenético. Além de seu virtuosismo técnico, a profunda bagagem intelectual de Guinle e seu papel natural como mentor foram cruciais para renovar o circuito nacional e guiar os novos rumos da arte contemporânea no Brasil. Tamanha relevância histórica e estética faz com que suas telas hoje integrem as mais prestigiadas coleções do país, figurando nos acervos de grandes instituições de referência, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC/USP), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC/Niterói) e o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).Lote 57 -
Lote arrematado
Glauco Rodrigues
Bagé, 1929 -2004As Mágicas Coati-Purú, 1977
Da série: Visão da terra: A lenda do Coati-Purú. Acrílica s/ tela s/ aglomerado de madeira Ass. sup. direito Ass. e dat no verso Rio, 14 de março de 1977. Procedência: Coleção Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça Essa é uma das 10 pinturas que Glauco criou para a serie Visão da Terra: A lenda do Coati-puru, há muito tempo fora de mercado e sem paradeiro revelado, a obra ressurge no nosso leilao trazendo um tipico exemplo de onde leilões de arte podem alcançar ao revelar obras antes guardadas, e perdidas em coleções sem paradeiro de críticos, galeristas e colecioandores. Nos anos de 1960, após retorno de Roma, e um flerte com o abstracionismo que o levou para Bienal de Paris, foi no retorno à figuração que sua obra atingiu o ápice, ao absorver o impacto estético da Pop Art. Com humor mordaz e paleta tropical, Glauco passou a destrinchar os mitos e símbolos do país — o futebol, o carnaval, o indígena e a própria história oficial —, dando vida a séries icônicas como Terra Brasilis e Carta de Pero Vaz de Caminha, justapondo diversos tempos e diferentes 'Brasis' em uma só obra de maneira atropófaga. Glauco Rodrigues é reconhecido por ter se tornado uma das vozes da identidade nacional através de uma crônica visual repleta de cores e críticas sociais em suas obras. Sua trajetória teve início em 1945, como autodidata, e logo ganhou projeção com sua passagem pela Escola Nacional de Belas Artes (Enba) e sua atuação pioneira na fundação dos históricos Clubes de Gravura de Bagé e de Porto Alegre, ao lado de nomes como Glênio Bianchetti, Danúbio Gonçalves, Carlos Scliar e Vasco Prado. Após uma enriquecedora vivência em Roma na década de 1960, o artista retornou ao Brasil consagrando-se em marcos institucionais definitivos, como a emblemática exposição Opinião 66 no MAM/RJ. Reconhecido com grandes honrarias, incluindo o Prêmio Golfinho de Ouro e o Prêmio Candido Portinari do Ministério da Cultura, o artista consolidou-se como um importante nome no mercado de arte com exposiçõesLote 63 Lote vendido -
Lote arrematado
Antônio Poteiro
Braga, Portugal, 1925 -2010Pagador de promessa, 1978
Óleo sobre tela Ass. Inf. direito Apresenta marcas de restauro no verso. Procedência: Coleção Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça. Nascido em Portugal, Antônio Batista de Souza mudou-se para o Brasil ainda na infância, estabelecendo-se mais tarde em Goiás, onde adotou o nome artístico de Antônio Poteiro. Inicialmente mestre ceramista na tradição popular, foi incentivado por figuras como Siron Franco e Freire a transpor sua genialidade para as telas na década de 1970. Consagrado como um dos maiores expoentes da arte naïf mundial, Poteiro desenvolveu um universo pictórico exuberante e de forte teor lírico, fundindo religiosidade, folclore brasileiro, fauna e flora em composições de cores vibrantes. Sua originalidade conquistou aclamação crítica, levando suas obras a importantes mostras internacionais e aos acervos de instituições de grande prestígio, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC/USP), a Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Fundação Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Nesta obra, datada de 1976, reconhecida como fase áurea de sua transição para as telas, Poteiro constrói uma narrativa visual encantadora e de estrutura sofisticada. A composição organiza o espaço em faixas ou caminhos sinuosos sobrepostos que lembram rolos de filmes ou as ladeiras das festas populares do interior. Através dessa estrutura, o artista orquestra uma rica crônica de vida e migração: procissões de fiéis, anjos, animais domésticos e carros de boi dividem espaço com caminhões e aviões em um diálogo vibrante entre o Brasil arcaico e a modernidade. Com sua paleta terrosa e cores primárias marcantes, complementadas pelo azul intenso do céu, Poteiro transforma o cotidiano em uma epopeia sagrada e festiva.Lote 28 Lote vendido -
Não vendido
Gonçalo Ivo
Rio de Janeiro, 1958Floresta, 1989
Óleo s/ tela Ass. e datado no verso Nascido no Rio de Janeiro, Gonçalo Ivo é um dos garndes expoentes do cenário contemporâneo brasileiro, dividindo sua produção entre o Brasil, Paris e Madri. Filho do renomado poeta Lêdo Ivo, sua formação inicial em arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) refinou seu olhar estrutural, embora tenha sido na pintura que ele encontrou sua verdadeira vocação. Sua obra é definida por uma profunda pesquisa sobre a autonomia da cor, a geometria sensível e a rítmica musical das superfícies. Amplamente respaldado pela crítica nacional e internacional, Gonçalo possui uma trajetória pontuada por exposições de destaque em grandes centros europeus e americanos, integrando acervos de prestígio como o do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), do Museu de Arte de São Paulo (MASP), da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA). Nesta obra ntitulada Floresta, o artista opera no limiar sutil entre a abstração geométrica e a evocação lírica da natureza. Domada por uma paleta intensa e profunda de azuis texturizados, a tela é cortada por uma complexa rede de linhas verticais e diagonais que riscam a superfície. Esses traços finos e vibrantes, que revelam camadas subjacentes de cores como ocres, vermelhos e verdes, emulam de maneira poética os troncos, galhos e a luz filtrada de uma densa mata. A matéria densa e a aplicação precisa do pigmento geram uma vibração ótica que confere à composição uma atmosfera de silêncio, mistério e recolhimento.Lote 65 -
Não vendido
Cícero Dias
Escada, 1907 -2003Sem título (Barco e Figuras), déc. 1980
Esboço a tinta s/ tela Ass. inf. esquerdo Possui certificado Simões de Assis Essa foi a última obra inicada do artista. Cícero Dias construiu uma trajetória que o consagrou como um dos pilares do modernismo brasileiro. Iniciou sua carreira nos anos 1920, impactando o cenário nacional com mostras individuais históricas no Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A partir da década de 1930, fixou residência em Paris, onde se integrou à vanguarda europeia e conquistou relevância global, A genialidade de sua produção reside na capacidade de transitar com absoluta fluidez entre o vigor do modernismo, o rigor do abstracionismo e o lirismo figurativo. Nesta obra, intitulada Barco e Figuras, conhecida por seu uma de suas últimas pinturas, testemunhamos a força de sua síntese gráfica e poética. Através de uma gestualidade espontânea, precisa e de contornos marcantes em preto e branco, Cícero Dias evoca uma atmosfera onírica e misteriosa, contrapondo as linhas fluidas da embarcação e da figura central à geometria sutil do plano de fundo, onde um rosto esboçado ao longe intensifica o caráter surrealista e lírico da cena, que dá um tom quase que inacabado para a obra. Consagrada por participações de destaque na Bienal de Veneza (1950 e 1965), no Centre Pompidou (Paris) e na Royal Academy (Londres). No Brasil, sua obra é peça fundamental nos acervos de instituições de prestígio, como o MAM/SP, o MAM/RJ, o Museu Lasar Segall e o Museu de Arte Brasileira da FAAP. Seu legado seminal foi celebrado em grandes retrospectivas, a exemplo de Cícero Dias: Oito Décadas de Pintura (Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, 2006) e, mais recentemente, em uma abrangente homenagem realizada pelo Farol Santander em São Paulo, reafirmando seu papel incontornável na história da arte.Lote 66 -
Não vendido
Frans Krajcberg
Kozienice - Polônia, 1921 -2017RAIZ
Escultura de parede Ass. na peça F.K Procedência Galeria Sergio Craibé As esculturas com raízes de Frans Krajcberg, renomado artista polonês-brasileiro, são testemunhas da sua profunda conexão com a natureza e seu compromisso em denunciar a destruição ambiental. Utilizando troncos e raízes retiradas de áreas desmatadas e queimadas, Krajcberg cria esculturas que representam a resistência e a resiliência da vida diante da devastação. Suas obras evocam uma mistura de dor e esperança, mesclando elementos orgânicos e abstratos para transmitir uma mensagem poderosa sobre a urgência de preservar e proteger o meio ambiente. As esculturas de raízes de Krajcberg são consideradas peças únicas e muito valorizadas no mercado de arte contemporânea por apresentam uma estética poderosa e marcante, que combina elementos da natureza com a expressão artística, transmitindo uma mensagem ambiental e social. Suas obras integram os acervos de importantes instituições brasileiras e internacionais, como o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).Lote 54 -
Não vendido
Juarez Machado
Joinville, 1941Cinepoema – Vinicius de Moraes, 1992
Óleo s/ tela Ass. e datado Reproduzido no livro "Copacabana 100 Anos", e apresentada numa mostra itinerante de mesmo nome em Paris, Nova York, Rio, Brasília, SP e Curitiba. Nascido em Joinville e radicado em Paris desde os anos 1980, Juarez Machado construiu uma sólida e celebrada trajetória internacional como pintor, cenógrafo e ilustrador. Formado pela Escola de Belas Artes do Paraná, o artista consolidou uma vasta produção global, com exposições individuais e coletivas realizadas nos principais centros artísticos do mundo. Suas telas hoje integram os acervos de importantes instituições, como o Centro Georges Pompidou (Paris), o Museu Oscar Niemeyer (Curitiba) e o Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro). Sua linguagem visual é marcada por uma forte carga teatral, que transita entre a sátira, o realismo e o surrealismo. Nesta obra intitulada Cinepoema – Vinicius de Moraes (1992), Juarez traduz em telas a essência do poema homônimo do "Poetinha". Assim como Vinicius utilizou a literatura para emular cortes e montagens de cinema, o pintor estrutura a tela em uma composição geométrica nitidamente fílmica. Ao afastar-se de seus tradicionais cenários de época, Juarez foca na potência dos corpos e no contraste, contrapondo duas figuras humanas em um jogo dinâmico de luz e sombra, positivo e negativo. Com notável domínio cromático e apuro técnico, o artista cria uma obra sóbria, imponente e de grande impacto visual, onde a plasticidade da pintura encontra o ritmo e a dualidade da poesia moderna.Lote 46 -
Não vendido
Siron Franco
Goiás Velho, 1947Moça da Fotonovela, déc. de 1980
Óleo s/ tela Ass. inf. direito Obra certificada pelo artista Nascido em Goiás, Siron Franco é um dos nomes mais potentes e originais da arte contemporânea brasileira. Iniciou sua formação em Goiânia na década de 1960 e logo ganhou projeção nacional por sua pintura técnica e politicamente engajada, marcada pela denúncia social e pelo flerte com o surrealismo. Consagrado por sua versatilidade e contundência conceitual, o artista figura hoje no topo do circuito de colecionismo do país, com obras nos acervos de instituições de prestígio como o MAM/SP, o MAM/RJ, o MAC/USP e o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA). Nesta obra, intitulada Moça da Fotonovela, Siron explora superfícies ambíguas para criar uma sutil tensão psicológica. Adotando uma paleta vibrante de laranjas e ocres, o artista apresenta o plano fechado de um rosto feminino cujo olhar melancólico foca o espectador. De forma magistral, o olho esquerdo da personagem é substituído pelo retrato justaposto de um homem em tons de verde, sugerindo um jogo poético de projeção, memória ou o pensamento fixo no par idealizado. Com excelente apuro gráfico e força narrativa, a pintura demonstra o vigor da figuração contemporânea do artista.Lote 44 -
Lote arrematado
Rubens Gerchman
Rio de Janeiro, 1942 -2008Multidão Roxa, 1989
Acrílica s/ tela Ass. inf. direito Ass., dat. e titulado no verso Nascido no Rio de Janeiro, Rubens Gerchman é um dos nomes mais icônicos da Nova Figuração brasileira e um pioneiro na absorção crítica da Pop Art no país. Ao longo de sua celebrada carreira — que incluiu a direção da prestigiada Escola de Artes Visuais do Parque Lage nos anos 1970 —, o artista voltou seus olhos para a realidade urbana, o isolamento social e a energia das massas. Sua obra é caracterizada por um forte engajamento político e existencial, traduzido em pinturas que dialogam diretamente com a crônica do cotidiano. Gerchman figura nas coleções mais importantes do Brasil e do exterior, com presença marcante em acervos como os do MAM/RJ, MAM/SP, Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC/USP). Nesta pintura, intitulada Multidão Roxa, o artista explora uma de suas temáticas mais célebres e viscerais: o anonimato e a densidade dos agrupamentos urbanos. Sobre um fundo intensamente roxo e texturizado, Gerchman constrói um amálgama de rostos operários ou transeuntes expressivos, delineados por uma gestualidade cromática vibrante em tons de amarelo, verde e rosa neon. Os traços gráficos rápidos, quase expressionistas, conferem ritmo e pulsação à tela, fundindo as individualidades em um bloco coletivo imponente. Esta obra sintetiza o domínio conceitual do mestre carioca ao transformar o tecido social em pura poesia visual.Lote 92 Lote vendido -
Lote arrematado
Djanira
Avaré, São Paulo, 1914 -1979Anjo da guarda, 1965
Guache s/ papel Ass. inf. direito Ex Coleção Antônio Callado Obra produzida para Callado logo após seu período preso durante a ditadura militar em 1965. Reconhecida pelo neto de Antonio Callado como obra proveniente da coleção do avô e pelo Instituto Djanira. Djanira da Motta e Silva, artisticamente conhecida apenas como Djanira, é uma das grandes expoentes da cultura popular brasileira. Nascida em Avaí, São Paulo, construiu uma poética profundamente enraizada nas festas religiosas, no cotidiano dos trabalhadores e nas paisagens do Brasil. Com um desenho de contornos nítidos e uma sensibilidade cromática extraordinária, a artista soube depurar a realidade sem perder o lirismo e a dignidade de seus temas, criando uma das crônicas visuais mais comoventes do país. Primeira pintora latino-americana a ser representada no acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), Djanira goza de imensa aclamação institucional. Suas obras ocupam salas de destaque em museus fundamentais, como o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Nesta obra intitulada Anjo, Djanira mergulha em uma de suas temáticas mais caras e celebradas: a religiosidade popular e a iconografia sagrada. A composição traz uma figura celestial de porte solene e poético, emoldurada por asas em um vibrante tom alaranjado que contrasta de maneira esplêndida com o fundo azul intenso e plano. O ser angelical veste trajes decorados com padrões ornamentais em verde e amarelo, carregando nos braços um farto e delicado buquê de flores multicoloridas, simbolizando a pureza e a celebração espiritual. O traço firme, associado à simplificação formal e à pureza das áreas de cor, confere à pintura o caráter imponente e acolhedor típico das grandes obras da artista.Lote 64 Lote vendido -
Lote arrematado
Anna Bella Geiger
Rio de Janeiro, 1933Pão nosso de cada dia, 1979
Assemblage com saco de pão em papel kraft e seis cartões postais Reproduzida no livro " Anna Bella Geiger Territórios Passagens Situações", pág. 52 Possui certificado de autenticidade emitido pela artista. Pioneira da arte conceitual no Brasil, Geiger é reconhecida por unir questões políticas, geográficas e simbólicas. Com mais de sete décadas de carreira, sua obra multifacetada se expande por gravura, pintura, fotografia e vídeo e performance sempre desafiando convenções. Sua contribuição para a arte contemporânea é inegável, e suas peças estão presentes em coleções de prestígio, como as do MoMA em Nova York e do Centre Pompidou em Paris. Esta obra é um registro da performance da artista, que com mordidas controladas traça o formato do mapa do Brasil nas fatias de pão, transformando o alimento em metáfora de partilha e desigualdade. A performance simples, continua sendo realizada até os dias de hoje, carregando as tensões entre arte. politica e alimento.Lote 61 Lote vendido -
Lote arrematado
Rosina Becker do Valle
Rio de Janeiro, 1914 -2000Briga de galos, 1971
Oléo s/ tela Ass. inf. centro Rosina iniciou sua trajetória artística tardiamente nos anos de 1950, após dedicar anos à vida doméstica. O encontro com a arte veio primeiro como lazer, mas logo se transformou em vocação, consolidada por seus estudos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro sob a orientação de Ivan Serpa. Seu olhar sensível para o folclore, os mitos e as manifestações populares a levou a participar de importantes eventos, como o Salão Nacional de Belas Artes e das edições V e VII da Bienal de São Paulo. Hoje, sua obra é reconhecida mundialmente e integra coleções prestigiadas, incluindo o Musée d'Art Naïf de L'Île de France, o Museu de Arte Moderna de Hamburgo e o Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, reafirmando a importância da arte popular na preservação e valorização das tradições culturais brasileiras.Lote 27 Lote vendido
